segunda-feira, 27 de maio de 2013

A realidade virtual na quarta dimensão

Apesar das ferramentas tradicionais de comunicação como é o caso das fotografias, texto e vídeo serem ainda as mais utilizadas, a verdade é que estes suportes apresentam uma enorme desvantagem – carecem de interactividade.

Ora, se o espaço funciona a três dimensões (comprimento, largura e altura), este apenas pode ser vivido através da quarta dimensão – o tempo. Os seres humanos precisam de orientar o olhar para construir no seu cérebro a realidade que existe à sua volta e para isso necessitam de tempo. A fotografia e os renders 3D de imagens, proporcionam uma janela para um tempo instantâneo de algo, congelando um determinado momento e transformando-o em imagem.

No entanto é-nos impossível movermo-nos dentro dele ou desviar o olhar segundo a nossa curiosidade.  Olhamos apenas para um fragmento estático.
Na verdade, essa limitação tem vindo a ser superada com a chegada de algumas tecnologias pioneiras, que prometem dar mais liberdade ao nosso olhar, deixando-o explorar envolventes virtuais de uma forma mais natural e mais próxima de como vivemos o espaço na realidade. A realidade virtual 360º é uma delas.

Esta pode ser baseada em fotografias reais ou renders 3D. Este processo consiste em colocar uma câmara num ponto fixo e fazer com que esta capture uma imagem de toda a sua envolvente a 360º. Este registro é depois convertido para um formato de ficheiro que permite ao usurário observar todo o espaço, como se de facto nele estivesse. Se por um lado a fotografia panorâmica 360º é uma nova e poderosa ferramenta de divulgação de espaços já existentes nas áreas do turismo, hotelaria, cultura, património e outros; os renders 3D 360º tornar-se-ão cada vez mais indispensáveis para empresas de arquitectura e construção uma vez que podem transportar virtualmente os clientes para o interior de um projecto.

Eis alguns exemplos:

VR (Virtual Reality) 360º baseada em fotografia
(clique na imagem para ver exemplo)




VR 360º baseada em Renders 3D
(clique na imagem para ver exemplo)





Existe ainda uma forma mais ambiciosa que se trata de capturar uma série de registros de imagens a 360º em pontos diferentes e uni-los através de um percurso. A Google encontra-se correntemente a utilizar esta técnica, no Google Street View.

Futuramente, o próximo passo será o uso desta tecnologia ao nível de visitas a projectos de arquitectura, possibilitando assim um percurso virtual com a capacidade de andar e olhar de uma forma muito mais livre por parte do utilizador que poderá "deambular" de uma divisão para outra, aproximando-se mais do que nunca do que será a vivência no real. As empresas da área que disponibilizarem este serviço estarão dois passos à frente das demais, uma vez que possuirão em si a capacidade de fazer com que os clientes sintam e se apaixonem pelos espaços antes mesmo de estes de facto existirem na realidade. Obviamente que a AC SPACE, como sempre, continuará a estar na vanguarda de todas estas tecnologias. 


Por Francisco Palma












quinta-feira, 23 de maio de 2013

Arquitectos portugueses nos "Global Public Interest Design 100"

Mais um post, mais um excelente exemplo para inspirar arquitectos, criadores, desenhadores, pensadores de espaços.


O atelier de arquitectura Blaanc, formado pelas arquitectas Ana Morgado, Lara Camilla Pinho, Maria do Carmo Sousa Macedo Caldeira e Maria da Paz Sequeira Braga, foi selecionado para a lista dos “Global Public Interest Design 100”, onde o seu trabalho foi reconhecido com a 66ª posição.



Nesta lista de 100, e ao lado do atelier português, estão nomes como o Príncipe de Gales, Bill e Melinda Gates ou Wang Shu, o vencedor do Pritzker em 2012.

O “Global Public Interest Design 100”, cujo curador foi John Cary, cria uma lista de 100 personalidades e/ou equipas que idealizam e desenvolvem bom design, sem se alienarem do carácter social da sua criação.

Neste sentido, o Atelier Blaanc tem-se caracterizado por reinventar/repensar o papel da arquitectura e do arquitecto, através de diálogos multidisciplinares, onde a arquitectura sustentável e a arquitectura com compromissos sociais ganham especial importância, uma vez que acreditam que “a arquitectura tem um impacto muito concreto na qualidade de vida das pessoas”.


casas para a classe emergente do Gana
Este Projecto, que conta com a assinatura do Atelier Blaanc e do  arq. João Caeiro, venceu o concurso internacional Open Source House, cujo objectivo era projectar uma habitação sustentável, flexível e de baixo custo, que servisse de modelo para países em desenvolvimento.


Rural Sports Center em S. Pedro Apóstol
Este projecto é o resultado de uma parceria entre o Atelier Blaanc e a equipa Caeiro Capurso. Trata-se de um projecto para uma estrutura desportiva, que foi construído na sua maioria por habitantes da zona e cuja construção pretendeu ser por um lado um exemplo de sustentabilidade, pelos materiais e pelas técnicas utilizadas e por outro, um processo de consolidação de um percurso de intervenção social, através da arquitectura. 

“Defendemos uma arquitectura mais prática mas igualmente mais consciente e responsável” (Blaanc)

Por Claúdia Alves









quarta-feira, 15 de maio de 2013

Imortalizando a realidade

"What is architectural quality? It's easy, it doesn't mean to appear on architecture guides or in architecture history neither being published. Architectural quality can mean only one thing, that a building touches me" (Peter Zumthor)

Desde que a fotografia surgiu, enquanto meio de representação gráfica da realidade, que encontrou na arquitetura uma forma de se expressar.

Na verdade, foi graças a esta simbiose, acompanhada pela crescente revolução da fotografia e do mundo digital, que a arquitetura invadiu esferas impensadas, mostrando-se ao mundo numa perspectiva maior e melhor.

Podemos dizer que na fotografia de arquitetura existe um trabalho de releitura, umas vezes mais intuitivo e outras resultado de um pré-estudo profundo, uma vez que se trata de ressaltar um objeto estático, sólido e pálpavel, que é obra de alguém, que se mantém em relação com um território, com as as pessoas que ali habitam e com toda a cultura que o envolve. Neste sentido, é importante entender as caracteristicas do objecto e o que nele marca o estilo do arquiteto, para que entre a arquitetura e o que dela se fotografa exista uma perfeita sincronia, onde se identifiquem claramente elementos comuns.

De facto, a arquitetura esteve sempre suscetível a várias representações, nomeadamente na pintura. E, se comparassemos os dois processos, diriamos que na fotografia a luz é a tinta e o mundo a mão do pintor. E é, sem dúvida, a luz, refletida pelos objetos, que confere feição à imagem, garantindo uma maior aproximação ao real. Quantas vezes passamos junto a obras que não lhe damos a devida importância mas depois, quando submetidas à luz, captada pelo sistema ótico das cameras, a vivência passa a ser outra. O olho é o primeiro a satisfazer a curiosidade, a atenção aguça-o, a luz imprime-o e a máquina capta-o, para fazer dele um momento eterno.











































































Por Tânia Farias e Sandra Vieira







quinta-feira, 2 de maio de 2013

Primavera # Decoração # Criatividade

Para iniciar este novo Post queremos que se inspire não só pelas palavras, nem apenas com as imagens, mas também com aquilo que lhe damos a ouvir....



O inicio de uma nova estação (e desta em particular!) é sempre uma boa altura para abrir as janelas de casa a novos ambientes decorativos e fazer as mudanças e arrumações necessárias para viver em plenitude os primeiros raios de sol mais quentes.

A Primavera é por si só época de renovação, de mudança, de novas vibrações e de cores inebriantes. E estes são os conceitos que nos poderão inspirar a novas criações, por forma a adequar a nossa casa à nova estação.

Para isso, não necessita de uma renovação total, basta “salpicar” a sua casa de detalhes perfumados ou apontamentos de cores frescas.

Deixamos algumas sugestões, que lhe poderão aguçar os sentidos e a criatividade, todas com um cheirinho a Primavera! :)

































"Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar! E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada, que me saiba perder...para me encontrar...."(Florbela Espanca)


Por Tânia Farias e Sandra Vieira