Apesar das ferramentas tradicionais de comunicação como é o caso das fotografias, texto e vídeo serem ainda as mais utilizadas, a verdade é que estes suportes apresentam uma enorme desvantagem – carecem de interactividade.
Ora, se o espaço funciona a três dimensões (comprimento, largura e altura), este apenas pode ser vivido através da quarta dimensão – o tempo. Os seres humanos precisam de orientar o olhar para construir no seu cérebro a realidade que existe à sua volta e para isso necessitam de tempo. A fotografia e os renders 3D de imagens, proporcionam uma janela para um tempo instantâneo de algo, congelando um determinado momento e transformando-o em imagem.
Ora, se o espaço funciona a três dimensões (comprimento, largura e altura), este apenas pode ser vivido através da quarta dimensão – o tempo. Os seres humanos precisam de orientar o olhar para construir no seu cérebro a realidade que existe à sua volta e para isso necessitam de tempo. A fotografia e os renders 3D de imagens, proporcionam uma janela para um tempo instantâneo de algo, congelando um determinado momento e transformando-o em imagem.
No entanto é-nos impossível movermo-nos dentro dele ou desviar o olhar segundo a nossa curiosidade. Olhamos apenas para um fragmento estático.
Na verdade, essa limitação tem vindo a ser superada com a chegada de algumas tecnologias pioneiras, que prometem dar mais liberdade ao nosso olhar, deixando-o explorar envolventes virtuais de uma forma mais natural e mais próxima de como vivemos o espaço na realidade. A realidade virtual 360º é uma delas.
Esta pode ser baseada em fotografias reais ou renders 3D. Este processo consiste em colocar uma câmara num ponto fixo e fazer com que esta capture uma imagem de toda a sua envolvente a 360º. Este registro é depois convertido para um formato de ficheiro que permite ao usurário observar todo o espaço, como se de facto nele estivesse. Se por um lado a fotografia panorâmica 360º é uma nova e poderosa ferramenta de divulgação de espaços já existentes nas áreas do turismo, hotelaria, cultura, património e outros; os renders 3D 360º tornar-se-ão cada vez mais indispensáveis para empresas de arquitectura e construção uma vez que podem transportar virtualmente os clientes para o interior de um projecto.
Eis alguns exemplos:
VR (Virtual Reality) 360º baseada em fotografia
(clique na imagem para ver exemplo)
(clique na imagem para ver exemplo)
VR 360º baseada em Renders 3D
(clique na imagem para ver exemplo)
(clique na imagem para ver exemplo)
Existe ainda uma forma mais ambiciosa que se trata de capturar uma série de registros de imagens a 360º em pontos diferentes e uni-los através de um percurso. A Google encontra-se correntemente a utilizar esta técnica, no Google Street View.
Futuramente, o próximo passo será o uso desta tecnologia ao nível de visitas a projectos de arquitectura, possibilitando assim um percurso virtual com a capacidade de andar e olhar de uma forma muito mais livre por parte do utilizador que poderá "deambular" de uma divisão para outra, aproximando-se mais do que nunca do que será a vivência no real. As empresas da área que disponibilizarem este serviço estarão dois passos à frente das demais, uma vez que possuirão em si a capacidade de fazer com que os clientes sintam e se apaixonem pelos espaços antes mesmo de estes de facto existirem na realidade. Obviamente que a AC SPACE, como sempre, continuará a estar na vanguarda de todas estas tecnologias.
Por Francisco Palma




Sem comentários:
Enviar um comentário