quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Novas tendências da arquitectura contemporânea

As preocupações em viver num mundo verde, despoluído e sustentável assumem cada vez mais importância. 

Este movimento é cada vez mais visível em todas as indústrias que nos rodeiam, desde a indústria da electricidade que procura cada vez mais utilizar energias renováveis, a indústria automóvel na qual os carros híbridos e completamente movidos a energia eléctrica começam a ser cada vez mais comuns, bem como produtos de limpeza amigos do ambiente, entre outros.





A arquitectura não é excepção, e estamos a assistir neste momento ao surgimento de projectos arrojados que seguem esta linha de pensamento. Neste artigo vamos dar destaque a três.

O primeiro é um hotel de luxo de 5 estrelas que está a ser construido no local de uma antiga pedreira, aproveitando o poço criado pela exploração, revitalizando-o como um espaço carismático.
O projecto traz a assinatura da Atkins e situa-se a 45 Km de Shangai, na China.

Será construído junto de uma das paredes do poço, tendo 19 andares, e inclui características amigas do ambiente tais como cobertura verde e recuperação do ambiente vegetal e aquático envolvente.

Destaca-se ainda a criação de um restaurante subaquático, e do aproveitamento de toda a estrutura da antiga pedreira para desportos aquáticos e de escalada. Transformando um espaço desqualificado numa atracção turística de alto nível.



 
O “Bosco Verticale”, projectado por Stefano Boeri, é um empreendimento constituído por duas torres verticais  e o seu conceito é completamente inovador.

Já se encontra em construção no distrito de “Puorta Nova” em Milão, Italia.
 
Propõe-se a colocação de mais de 900 árvores e arbustos em varandas à volta de toda a fachada, criando-se assim um bosque vertical.
 
Esta solução contém inúmeros benefícios: traz uma redução da poluição em toda a área adjacente, contribui para uma maior produção de oxigénio, além de criar uma cortina vegetal que isola térmica e acusticamente os apartamentos.
 
No total, estima-se que as duas torres contenham o equivalente a cerca de um hectare de área de árvores e arbustos plantados.

Intervenções deste tipo permitem sensibilizar a população, fornecendo não só conforto aos seus moradores, como também melhorando a estrutura ambiental da cidade em que são inseridos, criando mais qualidade de vida para todos os habitantes.





 
Por fim, destaca-se um projecto futurista do Arq. Vincent Callebaut.

Este mega complexo habitacional, que existe ainda somente na teoria, assume-se como uma solução para os problemas a longo prazo da subida dos níveis do mar. Com este acontecimento, será necessário criar opções que permitam reclamar área habitável no litoral.


Estas super-estruturas, assumem-se como “ilhas” flutuantes, espaços habitáveis que funcionam a energias renováveis e que adoptam coberturas verdes e elementos arbóreos, assumindo-se assim como uma solução não invasiva e respeitosa pela natureza e meio ambiente.




Concluindo, quer sejam hotéis de luxo, edifícios habitacionais  ou futuras mega-estruturas para fazer face à subida do nível das águas, a nova linha de pensamento passa pelo desenho de edifícios em comunhão com a natureza, dotados de estruturas verdes que permitem a redução de poluição e o aumento da produção de oxigénio, bem como o uso de energias renováveis e não poluentes marcando, assim, o respeito e aproveitamento dos recursos naturais existentes.

Destaca-se ainda que esta nova arquitectura já não se procura “impor” à força sobre a sua envolvente, procura sim harmonizar-se e encontrar um equilíbrio, requalificando assim territórios de forma construtiva e engenhosa, criando finalmente um factor de forte sustentabilidade que garante a protecção do planeta. 


Por Francisco Palma






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