quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Este Natal, Deixe-se Inspirar!

A AC SPACE deseja-lhe um Feliz Natal e um ano cheio de novos sucessos.
Deixamos algumas sugestões de ambientes de Natal. Deixe-se inspirar e lembre-se: o segredo está nos detalhes!




A-cero Joaquín Torres Architects


Decoração de Ana Antunes


Decoração de Ana Antunes

Decoração de Ana Antunes



Decoração de Ana Antunes

Foto de Freshome.com

Foto de Freshome.com


Imagem de Shelter.blogspot

Decoração de Tiago Santos Lima


A-cero Joaquín Torres Architects



Decoração de Maria Barros

Imagem de Zé Pedro Rodrigues. blospot

Imagem de Zé Pedro Rodrigues. blospot

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

"Responsive Web Design": O Design das multiplataformas.

“Day by day, the number of devices, platforms, and browsers that need to work with your site grows. Responsive web design represents a fundamental shift in how we’ll build websites for the decade to come.”
(Jeffrey Veen)


O QUE É O RESPONSIVE WEB DESIGN?



O conceito de "Responsive Web Design" foi iniciado e defendido pelo designer norte-americano Ethan Marcotte e surge como um dos grandes marcos na evolução na World Wide Web.

Se há uns anos atrás o acesso à internet era possível apenas através de um computador de dimensão quase universal, hoje em dia existe uma grande diversidade de dispositivos através dos quais se pode aceder à web (iMacs, Netbooks, Telemóveis, Tablets, Laptops, etc.) e que apresentam diversos formatos, alterando exponencialmente o conteúdo divulgado. 

Desta forma, seria muito complicado fazer o design e programação de um website que fosse visualizado de forma específica para cada um destes dispositivos e consequentes tamanhos de tela.

O Responsive Web Design surge de forma inovadora, apresentando-se como uma das soluções técnicas mais eficazes para este problema, ao permitir, através de uma programação específica, que os diferentes websites se adaptem automáticamente às diferentes resoluções, tamanhos de ecrã e comportamentos dos dispositivos a partir dos quais estão a ser visitados.

ENFIM, PARA QUE SERVE?

  • Adaptação do layout do website de acordo com a resolução em que está a ser visualizado.
  • Adaptar o tamanho de botões e links para interfaces touch onde o ponteiro do mouse é substituído pelo dedo do utilizador.
  • Re-dimensionar as imagens automaticamente para que caibam na tela.
  • Preparar uma versão do website específica para telemóveis.
  • Ocultar elementos desnecessários nos dispositivos menores.
  • Utilizar de forma inteligente recursos mobile como a geo-localização e mudança na orientação do aparelho (horizontal ou vertical).








CONCLUSÃO


Até há poucos anos atrás os Web designers e Programadores não tinham tanta preocupação com as restantes plataformas para além do comum computador desktop, no entanto, nos tempos que correm essa maneira de pensar tornou-se impraticável, devido a toda uma panóplia de dispositivos que têm vindo a aumentar. Ora, o conceito que acabamos de apresentar veio sem dúvida, de modo arrojado, responder às necessidades crescentes dos utilizadores actuais, revolucionando de forma positiva as experiências online.

Passamos de uma era rigída e infléxivel, para a era dos tablets e dos smartphones em que os conteúdos se transformam e se reinventam a cada visita. 


Cada vez mais os profissionais da área centram-se nas necessidades e exigências do utilizador, acreditando que são os conteúdos que se devem adaptar ao utilizador e não o contrário.


No fundo, o que realmente importa é que a informação seja entregue da melhor maneira possível e ao maior número de utilizadores possível.


Claúdio Pereira


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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O futuro da visualização na Arquitectura

Uma das principais capacidades do Arquitecto é a de projectar algo que ainda não existe. Para isso, desde sempre utilizou meios de comunicar e formalizar os seus pensamentos, criando uma base através da qual pudesse desenvolver, transmitir e rever as suas ideias.

Com a vertiginosa rapidez com que a tecnologia evoluiu nos últimos anos, rapidamente passámos de desenhos feitos à mão e de modelos tridimensionais físicos (maquetas), para desenhos assistidos por computador, e para os agora comuns programas de modelação e renderização 3D, que permitem simular perspectivas e filmes de modelos virtuais.

Presentemente, o percurso das ferramentas de comunicação do arquitecto está à procura de uma conjugação entre as vantagens do físico e do virtual.

Com efeito, até há alguns anos, construíam-se maquetas físicas para desenvolver um projecto, através das quais se obtinha uma percepção espacial mais tangível. Posteriormente, deu-se, então, um passo para o campo virtual.

Os modelos tridimensionais são agora mais rápidos de fazer, podendo simular de forma realista as características do espaço que se está a criar, permitindo um grande desenvolvimento na capacidade de planear e construir ideias, visto ser agora possível projectar com maior pormenor e aproximação à realidade.

No entanto, nesta evolução, algo se perdeu. As reproduções virtuais acabaram por ficar "limitadas" a uma representação bidimensional colocada num ecrã sob a forma de imagem ou filme, tendo perdido em parte a sua materialidade ou a leitura espacial de um modelo no qual se pode, de facto, sentir o espaço fisicamente.

Para preencher essa lacuna, surgiram algumas tecnologias que são promissoras no sentido de devolver essa leitura espacial entre a pessoa e o modelo, no agora "mundo virtual da Arquitectura". Este conjunto de tecnologias emergentes tem, assim, o potencial de abrir novas possibilidades à comunicação e à divulgação da Arquitectura.


Realidade aumentada


O conceito de realidade aumentada baseia-se na utilização de um suporte digital (monitor) e de uma câmara de vídeo a ele ligada. O monitor não se limita a projectar a realidade vista na câmara, mas acrescenta-lhe informação virtual, sobrepondo-a à real.

A realidade aumentada necessita de um lugar, dado por coordenadas GPS ou por um suporte sobre o qual sejam identificados pontos de referência. O mundo virtual ganha, portanto, um "lugar físico” na realidade.

Uma das novidades nesta área é uma aplicação para IPhone e Android, que possibilita a quem circula na rua a visualização de projectos 3D por construir, nos locais para os quais foram projectados, criando assim uma projecção do que vai existir.



Outra novidade é um software chamado Artefacto, que promete as mesmas funcionalidades possibilitando, inclusivé, a visualização de um modelo tridimensional com base na leitura de uma planta bidimensional.












Existe ainda a possibilidade de utilizar esta tecnologia na esfera educacional, levando a realidade aumentada a novos níveis.





Arquitectura estereoscópica tridimensional
 

Tal como no cinema, a visualização de imagens e filmes em 3D estereoscópico também chegou à Arquitectura, ampliando o impacto de uma já poderosa ferramenta de comunicação.

À Arquitectura, que tem como tema fundamental a criação de espaços, torna-se agora possível atribuir uma “palpável” percepção de largura, comprimento e profundidade através de uma representação virtual.



Interior em 3D estereoscópico (imagem retirada do site: www.archiform3d.com)


Exterior em 3D estereoscópico (imagem retirada do site: www.archiform3d.com)



Holografia na Arquitectura
 
Ainda recentemente surgiu outra tecnologia: a holografia.

Esta tecnologia, possibilita "imprimir" informação num suporte bidimensional (uma fina película fotográfica), que exposta a um determinado ângulo de luz cria a ilusão de uma maqueta que parece projectar-se para fora da película, permitindo a percepção do espaço e a visualização de múltiplas perspectivas.

Tem ainda a fantástica vantagem de permitir ver o projecto por “camadas” ou pisos, com um pormenor bastante realista, e alternar entre eles de forma simples, facilitando a comunicação do projecto.

Esta tecnologia necessita apenas de uma fonte de luz e de uma impressão holográfica e acaba por ser mais próxima da maquete física, em redor da qual se podem discutir ideias.




Concluíndo, de acordo com a tendência actual, as representações virtuais vão continuar a ganhar terreno e diversidade, sendo previsível que evoluam no sentido de serem cada vez mais interactivas, aportando inúmeras vantagens ao processo de projecto e de apresentação ao cliente e diluíndo os limites entre o pensado e o construído.


Francisco Palma

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