“Photographers are magicians of time; their cameras are magical instruments, with which they arrest the flow of time.”
(50 photographers you should know)
(50 photographers you should know)
Longínquos
vão os tempos em que tirar uma fotografia era sinónimo de roubar a
alma. Foram muitos os que se recusaram a pousar para aquela que
consideravam ser uma caixa com um óculo “estranho e poderoso”: o
daguerreótipo - “uma série de membranas espectrais, que se fixa na chapa
de prata, subtraindo-as progressivamente ao corpo fotografado”[1].
A fotografia nasce na Europa em 1839, mais precisamente em França, pela mão de Louis Daguerre, na Academia das Ciências de Paris. Contudo, o crescimento e a industrialização da fotografia dá-se por volta de 1860, quando se começa a fazer o registo de retratos funerários. Efetivamente, durante muito tempo a fotografia servia exclusivamente para fazer este tipo de registo fascinando quem o fazia, pela forma como captava os traços do rosto humano.
Com a evolução dos tempos e a conquista da fotografia noutros campos, a imagem começa a libertar-se para outra realidade. Começa por captar o naturalismo das paisagens, mas acaba por chegar à cidade onde descobre as luzes e as formas dos edifícios, em consonância com as pessoas que coabitam esses espaços.
A
fotografia, mais do que as palavras, tornou-se, na verdade, numa forma
de mostrar e contar ao mundo as histórias do passado, através das gentes
e dos edifícios que guardam em si a evolução dos tempos.
A
evolução do registo de imagens tem-se verificado em vários campos, ao
longo dos anos: desde o fotojornalismo, que tem como objectivo
transmitir informação clara e objectiva; à moda, que vem explorar as
tendências de um tempo; retratos, que visam
captar de forma artística uma pessoa ou uma família; fotos de
arquitetura, que procedem ao registo de inúmeras obras que são
intemporais, ou, do ponto de vista arquitectónico, de uma peça de arte
que merece ser enfatizada; ou Fotografia de estúdio, que vem permitir um
maior controlo da luz, resultando em imagens de carácter intimista.
Efetivamente,
ao longo dos tempos a fotografia evoluiu de forma significativa,
deixando o analógico - filme/rolo, para crescer na Era Digital
(fotografar/visualizar/imprimir). Hoje qualquer pessoa tem ao seu dispor
uma vasta quantidade de dispositivos que permitem tirar uma fotografia
em qualquer lugar, sem esperar longos dias pelo produto final. Os rolos a
cores ainda existentes no mercado são oito a dezasseis vezes mais
rápidos que as primeiras versões, a gama de cores é mais vasta e
completa, a sensibilidade muito variável, existindo películas desde
muito lentas a muito rápidas, com vários formatos desde os de 35mm,
médio a grande formato, e o tempo de revelação é feito em minutos.
E
há, sem dúvida, quem continue a optar pelo formato analógico uma vez
que, mesmo sendo mais dispendioso, não existe prazer maior do que ver
aquele papel branco ser desenhado pelo poder da ciência. Porém, não
podemos negar que um dos principais problemas da vulgarização da
fotografia é o facto dos rolos a cores caírem progressivamente em
desuso, mesmo a sua qualidade continuando a ser superior à da imagem
digital. Isso é visível quando ampliamos uma imagem em formato digital,
uma vez que ainda se nota alguma perda de qualidade.
O
desenvolvimento da fotografia é, sem dúvida, um estudo vasto, desde a
luz/cor, ao ponto de vista, ao enquadramento e composição antes de cada
registo, à melhor óptica, à relação que deve ter a máquina, olho e o
cérebro, às suas origens, a sua evolução ao longos dos séculos, os
antecedentes... mas tudo isso serão temas para falar noutros momentos e
noutros registos.
“Fotografar é colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração”
(Henri Cartier Bresson)
Tânia Farias
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