No seguimento do tema Tecnologia / 3D, pensámos que poderia ser interessante fazer um artigo dedicado aos “bastidores” do processo de construção de uma simulação 3D, passando pelos passos mais importantes que a compõem. Então, aqui vai!
Há quem diga que uma imagem vale por mil palavras! Ora, a construção de uma simulação 3D pode ser vista como a “criação” dessas palavras, uma a uma, num suporte completamente em branco, para que no fim, se vejam todas juntas, com um único olhar.
Nasce uma ideia...um projecto que se vai desenvolvendo e desenhando pelas mãos de um arquitecto. Criam-se representações cuidadas dos desenhos.
Inevitavelmente, ao longo do processo, surge a necessidade de visualizar o espaço, imaginado-o de uma forma mais completa. Surge então o modelo 3D enquanto materialização de todos os desenhos numa representação tri-dimensional.
O primeiro passo para a criação de um modelo 3D começa pela transformação das linhas e formas geométricas bidimensionais em sólidos 3D. A esse processo chama-se Modelação, no qual, literalmente, se modelam todos os componentes do objecto.
Nasce então o modelo do edifício, ainda constituído por algo que se assemelha a um aglomerado de linhas em perspectiva.
É agora altura de fazer nascer um universo "simulado", um vislumbre de um futuro que será um dia materializado, através da sua construção.
As linhas tornam-se agora sólidas e o modelo começa em branco, tal e qual uma escultura acabada de fazer.
De seguida coloca-se a luz, (neste caso - o sol), ao qual é dada a orientação geográfica precisa, bem como o mês, dia e hora que se deseja. Reproduzindo a realidade o mais fielmente possível.
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| AC SPACE | Projecto para uma Moradia |
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| AC SPACE | Projecto para uma Moradia |
Agora iluminado, inicia-se a colocação de materiais. Cada um deles é programado para ter as características o mais próximas possíveis do real, sendo um processo com bastante complexidade e no qual se procura o máximo realismo possível.
A variedade de materiais é extensa, desde a simples tinta mate branca e o vidro liso transparente, a materiais mais complexos tais como pavimento em deck, pedra de xisto oxidado , grelhas de enrelvamento ou a água de piscina, como podemos ver nas imagens seguintes.
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| AC SPACE | Projecto para uma Moradia |
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| AC SPACE | Projecto para uma Moradia |
Tal como na realidade, é essencial representar também a vegetação, uma vez que é parte integrante da identidade do modelo e da envolvente. Nesta fase colocam-se árvores, espalha-se a relva (com a ajuda de um algoritmo que controla a sua colocação e tamanhos de forma orgânica) e fazem-se crescer trepadeiras sobre as paredes, controlando onde nascem, como sobem e quando param de crescer.
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| AC SPACE | Projecto para uma Moradia |
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| AC SPACE | Projecto para uma Moradia |
Tendo o suporte feito, falta ainda , humanizar o espaço.
Como é que as pessoas o vão viver, o que poderão nele colocar, que tipo de ambiente poderá ter?
É em resposta a estas questões que nesta fase surge a colocação de mobiliário, automóveis e outros objectos relacionados com a vivência do espaço.
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| AC SPACE | Projecto para uma Moradia |
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| AC SPACE | Projecto para uma Moradia |
É também imprescindível saber como se irá comportar o espaço projectado à noite. Assim, faz-se o sol dar a volta até o outro lado do globo e ligam-se as luzes artificiais, com intensidades cuidadosamente balançadas para criar um ambiente nocturno.
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| AC SPACE | Projecto para uma Moradia |
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| AC SPACE | Projecto para uma Moradia |
Como se de fotógrafos virtuais se tratasse, para obter as imagens acima colocadas, foi necessária uma câmara fotográfica virtual, que se comporta tal e qual como uma câmara fotográfica real.
Os “renders” são a materialização, em imagem 3D, do cálculo das equações geradas por todas as interacções entre os elementos que existem no modelo.
Ao visionar uma imagem 3D, visionamos o fruto de um complexo processo de múltiplas acções de criação e programação. Visionamos porventura as mil palavras de que falámos anteriormente, consolidadas, mas mais importante, visionamos um futuro a concretizar.
Por Francisco Palma















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